Materna visita ao presídio

28/06/2017 às 08h50

A peregrinação com a imagem de Nossa Senhora Aparecida pelos setenta e oito municípios de nossa arquidiocese, 137 paróquias, reitorias, curatos e milhares de comunidades trouxe uma série de bênçãos, emoções e outros sentimentos indescritíveis, com graças especiais alcançadas. Reconciliação de casais, cura de doenças, alento nas enfermidades, conforto na hora terminal, conversão de gente afastada da Igreja e inúmeros outros testemunhos, culminando com a instalação da nova paróquia, a primeira em nossa arquidiocese dedicada a Nossa Senhora Aparecida, sendo que muitas comunidades a têm como padroeira.

Entre os fatos marcantes, a visita aos presídios foi uma das passagens mais significativas. O contato pessoal com cada detento(a) nas celas, a oração confiante, esperançosa e humilde de quem aguardava inquieto e ansioso a chegada da mãe amada, admirável, clemente, do bom conselho, do Criador, do Salvador, a mãe de todos nós.

Quantas mães gostariam de visitar seus filhos(as), mas sofrem porque se julgam erradas no processo de educação! Outras enfrentando o constrangimento das revistas vexatórias, aquelas que não conseguem se perdoar e nem perdoá-los e tantas outras situações que causam angústia e dor.

Maria, a senhora Aparecida foi conduzida pelos agentes da pastoral carcerária e, em Mariana, tivemos a graça de acompanhar a visita ao presídio. Conduzimos a imagem de cela em cela, distribuímos terços, rezamos, e de maneira espontânea, vinham os pedidos, na maioria das vezes, em silêncio e os que se manifestavam, suplicavam a Nossa Senhora pela família, amigos, parentes, e término do cumprimento da pena, entre outros.

Esta mãe sabe o que é sofrer. Viu o filho morrer depois de cruel tortura e o acompanhou pelas estradas da Galileia e Judeia. Os evangelistas narram os fatos principais da presença desta mãe consoladora, solidária, corajosa, humilde, amável, admirável e ornada de muitas outras virtudes. Ela guardava e meditava sobre eles em seu coração. Possamos imitá-la e ver em cada irmã e irmão presidiário o próprio Filho Jesus.

Pe Geraldo Barbosa


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