E a missão, como vai?

20/09/2017 às 11h14

 “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7b)

Iluminados pela Palavra de Deus, somos redespertados ao compromisso do anúncio evangélico compete a toda a Igreja, “missionária por sua própria natureza” (Ad Gentes, 2). Convida-nos a renovar o compromisso de dar às atividades pastorais um ímpeto missionário mais amplo. Assim, tornarmo-nos promotores da novidade de vida, feita de relacionamentos autênticos, em comunidades fundadas no Evangelho. Onde se experimenta cada vez mais formas preocupantes de solidão e indiferença, os cristãos devem aprender a oferecer sinais de esperança e a tornarem-se irmãos, cultivando os grandes ideais que transformam a história e, sem falsas ilusões nem medos, mas decididamente, comprometer-se para fazer com que a Igreja seja a casa de todos.

A obra de evangelização encontra obstáculos não só exteriormente, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às vezes são frágeis o fervor, a alegria, a coragem, a esperança no ato de anunciar a todos a Mensagem de Cristo para ajudar os homens de nosso tempo a encontrá-Lo. A Eucaristia não é só fonte e ápice da vida da Igreja, mas também da sua missão: “Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária... Não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n’Ele” (Sacramentum Caritatis, 84).

Toda comunidade é “adulta” quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la também às “periferias”, a Igreja entenderá Deus quando entender a voz dos pequenos! A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que leva esperança e amor, “no qual o Evangelho é fermento de liberdade e de progresso, fonte de fraternidade, de humildade e de paz” (AG, 8). A Igreja não é uma organização assistencial, mas é uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria. Eis o convite: experimentarmos “a doce e confortante alegria de evangelizar” (Evangelii Nuntiandi, 80).

 

 Pe. Edir


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