Felizes os que promovem a paz
Padre
Geraldo Martins Dias
Todos
sonhamos com a paz e a desejamos como um bem imprescindível
na construção de uma sociedade nova, justa e fraterna.
No mundo inteiro, são constantes as manifestações
em favor da paz. E não podia ser diferente se considerarmos
que Deus não criou o homem para “ser lobo do homem”, mas
para viver como irmão.
A ameaça à paz,
no entanto, se faz presente nas estruturas de uma sociedade globalizada
que idolatra o mercado e cria o deus lucro a quem servem os ávidos
por riqueza e poder. Por causa disso, a corrupção
se torna prática comum nas relações e, sobretudo,
no gerenciamento das coisas públicas como vemos acontecer
nos governos que se sucedem. Parece até um mal que não
tem cura.
Se queremos a paz, precisamos
assumir atitudes que traduzam nosso compromisso com a ética
e com a justiça. O indiferentismo e a omissão diante
de situações que reclamam indignação
e denúncia só fazem aumentar a ameaça à
paz que está diretamente ligada à dignidade humana
e à cidadania, direito de todo ser humano.
A criação de
instâncias que assegurem a discussão permanente sobre
aquilo que compromete ou torna viável a paz é fundamental
numa sociedade que se queira democrática e participativa.
Não há como não apoiar iniciativas que apontem
para essa direção como a Caminhada pela Paz, proposta
pelo Conselho de Pastores de Barbacena e pela Igreja Católica
com o apoio e a parceria de órgãos públicos
e civis da cidade. Marcada para o próximo dia 25, a caminhada
culminará com a criação do Fórum Permanente
pela Paz cuja proposta é tornar sempre presente o tema
da paz no município. Somos todos tutores da paz e devemos
zelar para que a vida se sobreponha aos sinais de morte que incidem
sobre os mais fracos e excluídos.
Entre outras atividades, o
Fórum pela Paz, agregando as diferentes organizações
da sociedade, pode ajudar na elaboração e controle
de políticas públicas, assegurando uma democracia
participativa e solidária. Pode contribuir, ainda, na divulgação
do Estatuto de Desarmamento e ajudar na aprovação
do referendo popular que propõe a proibição
da comercialização de armas no país, além
de inúmeras outras iniciativas que apontem para o respeito,
a defesa e a promoção dos direitos humanos. Todos
os que estiverem convencidos de que são felizes os que
promovem a paz e se mobilizarem para que ela aconteça poderão
se sentir partícipes do Fórum permanente pela paz.
Nele há lugar para todos os pacíficos.
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