A
força das rádios católicas
Pe.
Geraldo Martins
Terminaram,
na sexta-feira, 23, as assembléias da União de Radiodifusão
Católica (Unda Brasil) e da Rede Católica de Rádio
(RCR), realizadas em Curitiba. Cerca de 70 pessoas, representando
39 das 198 rádios associadas à Unda, debateram o
tema Identidade e formas de participação e elegerem
as novas diretorias das duas entidades para o próximo triênio.
O
encontro me fez perceber, em primeiro lugar, que as rádios
são uma grande força de que a Igreja dispõe
para sua missão evangelizadora. Presentes em todo o território
nacional, elas reúnem incontáveis comunicadores
que não medem esforços para manter suas emissoras
no ar. Seria impossível pensar a evangelização,
hoje, sem esse extraordinário meio de comunicação
que, unido a tantos outros, faz chegar a inúmeros corações
a mensagem libertadora de Jesus Cristo.
Uma
preocupação apareceu forte no encontro. Trata-se
do Rádio Digital cujo padrão a ser seguido no país
ainda não foi definido pelo Governo ao contrário
da TV que começa operar em dezembro. A questão que
se coloca em relação ao rádio é o
alto custo da migração do sistema analógico
para o digital. Cálculos dão conta de que esse valor
gira em torno de 120 mil dólares. Como nossas rádios
estão se preparando para esse investimento? Eis aí
um desafio real!
Outra
questão que me chamou a atenção, presente
no testemunho dos participantes da assembléia, diz respeito
à diversidade, digamos assim, da concepção
e do modo de fazer rádio na Igreja. Não poucos clamaram
por maior unidade entre as emissoras católicas para tornar
mais eficaz a força que possuem e o trabalho que realizam.
Nesse
sentido, vi com esperança e alegria o esforço que
tanto a Unda Brasil quanto a RCR têm feito com resultados
promissores na busca de unir e fortalecer as emissoras católicas.
A proposta fundamental é o fortalecimento de redes que
mostram a unidade entre nossas rádios sem negar-lhes sua
especificidade. Um exemplo que isso é possível está
no jornal Brasil Hoje produzido pela RCR e transmitido em rede
por 90 emissoras católicas em todo o país. Fico
imaginando como o alcance seria maior se as cerca de 230 rádios
católicas fizessem parte desta rede! Mas é claro
que a rede é solução também para outros
desafios muito presentes no dia a dia das rádios como,
por exemplo, sua manutenção.
A
criação da Signis Brasil, uma única organização
congregando todos os meios católicos - rádio, TVs,
internet, cinema, imprensa, revistas - também me pareceu
uma decisão importante da assembléia porque abre
possibilidades reais de diálogo entre esses vários
veículos a fim de que discutam, para além de suas
semelhanças e diferenças, a comunicação
da e na Igreja. Nunca podemos esquecer que os meios de que dispomos
têm como meta principal anunciar o Reino de Deus.
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