Departamento Arquidiocesano de Comunicação da Arquidicoese de Mariana


 Histórico
 Organização
 Dom Luciano
 Tribunal Eclesiático
 Seminário
 Museu
 Catequese

 

Regiões
Arquidiocesanas

Saiba mais sobre a região centro!Centro
Saiba mais sobre a região leste!Leste
Saiba mais sobre a região norte! Norte
Saiba mais sobre a região oeste! Oeste
Saiba mais sobre a região sul! Sul

Mande notícias
Clique aqui. . .


O novo Congresso

Pe. Geraldo Martins

    Assistimos, na semana passada, à posse dos novos deputados e senadores. Que esperar do novo Congresso? O espetáculo dado pela última legislatura nos casos de corrupção reforçou a incredulidade dos que, pessimistas, afirmam não haver mais saída para o país. A renovação em 46% dos novos deputados na última eleição é poderosa contra-argumentação dos esperançosos que vêem o povo mais consciente e atento às falcatruas de seus representantes no Congresso. E isso é fundamental para que não se repita a mesma vergonha ocorrida na legislatura passada.
    O mundo da política é mesmo complexo, para não dizer confuso. Como entender toda a costura que antecedeu à eleição do presidente da Câmara? Em nome do poder almejado, o adversário torna-se aliado, o correligionário não se envergonha de declarar apoio ao que lhe é oposição e assim por diante. Dá-se o apoio hoje em troca do mesmo apoio no futuro. A política do ‘toma lá, dá cá’ não morre jamais.
    A troca de partidos é outra questão que não se consegue entender. Mais de 20 deputados mudaram de legenda no dia da posse. A maioria dos eleitores de tais deputados e senadores talvez nem se lembre por qual partido foram eleitos. Certamente se somam aos que votam na pessoa sem se importar com o partido. Seria isso tão irrelevante assim?
    É bom ficar atento também quanto à lisura dos empossados. Segundo Clovis Rossi, articulista da Folha de S. Paulo, um em cada sete deputados tem processo pendente na justiça. Por que a lei brasileira permite isso? Responda quem puder.
    Já no início dos trabalhos a Câmara votará o aumento do salário dos deputados. O que se espera é que o critério usado em causa própria seja o mesmo na hora de aumentar o salário mínimo da multidão de brasileiros que sustenta os benefícios de seus parlamentares.
    O Brasil tem grandes batalhas a vencer. A maior delas é a exclusão social, efeito de uma distribuição de renda desigual e perversa. Os ‘especialistas’ em economia cobram maior desenvolvimento do país. Comparam e chamam de ‘pífio’ o desenvolvimento alcançado até agora em relação, por exemplo, à Argentina. Como resposta, o presidente Lula, que prometeu 5%, lança o PAC, elogiado pelos governistas, detonado pela oposição. Para a grande maioria da população, só a vida responderá o que, na prática, tudo isso significa. Ouve sem entender tanto blá blá blá sobre essa questão.
    O novo Congresso, portanto, tem a insubstituível responsabilidade de recuperar a imagem política do país e ajudar a construir um Brasil novo, justo e fraterno. Colocar os interesses da nação acima das conveniências partidárias e projetos pessoais é condição primordial para exercer com fidelidade sua vocação de serviço ao povo. Trilhará esse caminho o novo Congresso? Esperemos que sim.

<---- Volta a página principal ----->


Volta a página
<- Principal ->

Veja
os artigos
anteriores