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Assembléia
Popular
Mutirão por um novo Brasil

Pe.
José Antônio de Oliveira
Está
acontecendo em Brasília a Conferência maior da 4ª
Semana Social Brasileira, transformada em um grande Mutirão
por um Novo Brasil.
Milhares de lideranças
de todos os cantos do país, representando dezenas de movimentos
populares e comunidades, estão refletindo sobre a situação
do Brasil, partilhando experiências e alternativas positivas,
propondo caminhos para uma sociedade “politicamente democrática,
economicamente justa, socialmente eqüitativa e solidária,
culturalmente plural, ambientalmente sustentável”.
Da arquidiocese de Mariana estão
presentes algumas lideranças. Não todas representando
a diocese, mas que levam para a Assembléia a contribuição
do nosso povo. O Pe. José Antonio, pelas pastorais sociais,
dois jovens que participam da coordenação de Minas
Gerais, Glorinha e Jarbas, Joaquim A. de Oliveira, de Barbacena,
além de alguns jovens da Universidade de Viçosa.
A abertura foi um belo momento
de mística, denúncia, reflexão, poesia e profecia,
composto de ricas coreografias, ao som da música de Zé
Vicente, Eliane Brasileiro e tantos outros cantadores, além
de canções consagradas de Mercedes Sosa, Chico Buarque
etc.
Dom Demétrio, pela CNBB,
lembrou a frase de Jesus: “Eu vim trazer fogo à terra, e
como quero que ele se acenda logo”, conclamando os presentes a reacenderem
a chama da esperança, do trabalho, da luta, de ardor.
No segundo dia, abrindo os trabalhos,
Sandra Quintela, do Jubileu Sul, respondeu à pergunta comum:
Por que uma Assembléia Popular e um Mutirão por um
Novo Brasil?. É que a Lei diz que “todo poder emana do povo”,
mas, na realidade, o poder está sendo exercido contra o povo.
“Onde está o poder? E nós? Queremos ter o poder para
exercê-lo sobre o outro, ou para FAZER?!
João Pedro Stédile,
pelo MST, fez uma análise da conjuntura atual. O sistema
neoliberal provoca a desnacionalização da economia
e a desestatização. O povo viu que não pode
continuar como está e votou em Lula em busca de um novo modelo
para o Brasil. Mas até agora quase nada mudou. Não
queremos que o governo volte para as mãos da elite, da burguesia,
mas é preciso forçar o governo a mudar sua postura.
Isso só irá acontecer pela mobilização
das massas, pela articulação dos movimentos sociais,
pela pressão popular. O povo não reconhece mais a
legitimidade dos seus representantes. Isso precisa mudar.
A assembléia foi dividida
em grupos temáticos, e esses em subgrupos de 40 pessoas para
discutir o Instrumento de Trabalho e apresentar novas propostas
para a redação do documento final.