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Congonhas realiza 11° Grito dos Excluídos
da Arquidiocese de Mariana

Pe. José Antônio de Oliveira

Foto: Pe. José Antônio

      A Arquidiocese de Mariana promoveu no dia 7 de setembro, em Congonhas, o Grito dos Excluídos. Com o lema: “Brasil, em nossas mãos a mudança”, o evento contou com a participação de centenas de pessoas vindas das mais diversas regiões pertencentes à Arquidiocese. Todas elas reunidas na busca de um único objetivo soltaram em uma só voz o grito da esperança de um país melhor.
      O grito é uma forma de possibilitar ao povo, sobretudo os mais pobres, excluídos, as vítimas desta sociedade desigual e injusta, expressar sua indignação e esperança, tornar pública sua luta por melhores condições de vida, refletir sobre sua responsabilidade quanto aos rumos do nosso País.
      O lema do Grito, neste ano, fala justamente dessa responsabilidade: “Brasil, em nossas mãos a mudança”. A mudança não vem de cima, mas se constrói a partir da base, por meio da participação organizada, consciente, articulada da própria sociedade.
      Diante da corrupção endêmica que assola o país, das desigualdades gritantes, da subordinação ao capital, ficar calado é se posicionar a favor dos detentores do poder. “Quem cala, consente!”, dizia uma das faixas do Grito que aconteceu em Congonhas nesse dia 7.
      Lá estavam representantes de várias comunidades e movimentos populares da arquidiocese. Caravanas de várias cidades se concentraram às 9h em frente à igreja matriz da Imaculada Conceição. A acolhida e animação ficaram por conta do Pe. Luciano, Fatinha e Sidney. A “Bandeira da roça”, de Senhora dos Remédios, ajudou com a riqueza de sua tradição cultural.
      Dom Luciano fez a abertura oficial do evento. Uma novidade deste ano foi a incorporação da caminhada do Grito no desfile cívico da cidade de Congonhas. O desfile das escolas foi interrompido para a passagem do Grito. Dom Luciano foi convidado a falar do palanque oficial, explicando a razão e os objetivos desse acontecimento. “Não estamos aqui para gritar contra, mas para gritar a favor da vida”.
      Houve uma caminhada pelas ruas de Congonhas até a Basílica do Bom Jesus, onde foi celebrada a Eucaristia, presidida por nosso arcebispo, concelebrada por vários padres, com participação marcante da juventude.
      A escolha de Congonhas para essa celebração se deve ao fato de o Jubileu do Bom Jesus ter início justamente no dia 7 de setembro. É uma forma de associar a devoção ao Bom Jesus à vivência da fé, possibilitando ao povo de fé o casamento entre a religiosidade popular e o compromisso com os excluídos. A fé só se revela verdadeira quando traduzida em gestos concretos de amor, solidariedade e busca da justiça.

Veja as fotos . . .


Atualizada em 8 de setembro de 2005

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