Assembléia
A Região Mariana Sul realizará sua X Assembléia, em Barbacena (MG),
no dia 3 de novembro, abordando o lema "Comunidade, base da promoção
humana e defesa da vida". O texto de Atos dos Apóstolos "Não
havia necessitados entre eles" ( At 4,34) é o lema inspirador.
De acordo com o pe. Paulo Dionê, vigário episcopal
da região, a Assembléia será trabalhada em três oficinas: Santas Missões
Populares, Projeto Ser Igreja no Novo Milênio e Dimensão Social. "Resgataremos
ainda o projeto da dimensão litúrgica e bíblico-catequética. As pastorais
da juventude e da comunicação serão destacadas na seqüência de suas
atividades", afirma Dionê.
Retiro
O Grupo de Orientação Vocacional (GOV), que reúne
jovens vocacionados ao seminário, inicia neste dia 1º até o dia 4
de novembro, retiro espiritual para todos os participantes. Dividido
em três etapas, chamadas GOV1, GOV2, GOV3, o grupo é composto de 36
jovens que têm acompanhamento vocacional mensal pelos formadores do
Seminário do 2º grau de Mariana.
O retiro acontecerá em Itabirito (MG) para o GOV1
e GOV2, sendo orientado pelo pe. Darci Fernandes Leão, pároco da Paróquia
Santíssima Trindade, de Ponte Nova (MG). Pe. José Raimundo Rodrigues,
diretor do Seminário Propedêutico, acompanhará os vocacionados do
GOV3, em Barbacena (MG).
Dia Nacional da Juventude
"Paz, dom de Deus, direito da Juventude!"
Com este tema, a Pastoral da Juventude do Brasil comemorou, em 28
de outubro, o Dia Nacional da Juventude (DNJ).
Na Arquidiocese de Mariana não houve a concentração da juventude como
nos anos anteriores. Cada paróquia se encarregou de organizar e festejar
o DNJ. Em Entre Rios de Minas (MG), a PJ reuniu jovens de toda Região
Oeste. A Região Leste optou por comemorar o DNJ nas foranias em datas
diversas. Cachoeira do Campo, Região Norte, fez coincidir o Dia da
Juventude com o encerramento da Semana Missionária. Ouro Preto, também
Região Norte, antecipou o dia com uma celebração na Praça Tiradentes,
na noite de 27 de outubro.
Pastoral da Juventude
Segundo comunicado da Secretaria Geral das PJs
da Arquidiocese, há 40 grupos de jovens cadastrados na secretaria,
presentes em 26 paróquias. A Região Leste é a que tem maior número:
13. Cada grupo cadastrado tem, em média, 18,6 membros.
"Ele está entre nós"
A Editora Dom Viçoso acaba de publicar
a Novena de Natal 2001. Escrita pela Equipe de Formação da Região
Oeste, a Novena quer mostrar Jesus presente na sociedade. Ao mesmo
tempo, conclama os cristãos a sentirem esta presença do Cristo em
sua vida. "É
esta presença de Jesus que dá sentido ao Natal, convidando-nos à conversão
pessoal, à união em família e a intensificar os laços de fraternidade
em nossas comunidades", lembra dom Luciano na apresentação.
Pedidos da Novena podem ser feitos à Editora, pelo
telefone (31) 3557-122 ou e-mail: edvicoso@uai.com.br
Pastorais
Sociais
Com o objetivo de refletir e discutir
os rumos das pastorais sociais, o Regional Leste II da CNBB (Minas
Gerais e Espírito Santo) fará um encontro com representantes diocesanos
destas pastorais, em Belo Horizonte, nos dias 2 a 4 de novembro. A
reunião visa também preparar o Regional para o II Encontro Nacional
das Pastorais Sociais, agendado para 2002.
Representando a Arquidiocese de Mariana estarão
pe. Dario Chaves Pereira, pároco em Presidente Bernardes (MG) e Irene
Sacramento, de Ouro Preto.
Bispos em assembléia
De 5 a 8 de novembro, em Santa Isabel,
município de Domingos Martins (ES), os bispos do Regional Leste II
estarão realizando sua assembléia anual, quando tratarão dos temas:
Diretrizes do Diaconato Permanente e Bioética. Além dos bispos, cada
diocese deverá se fazer presente com o representante dos presbíteros,
o coordenador diocesano de pastoral e o representante dos diáconos
permanentes.
CEBs
O III Encontro Estadual de CEBs está marcado para
os dias 15 a 18 de novembro, em Contagem (MG). Preparando-se para
o 11º Intereclesial, que acontecerá em 2005, o Encontro Estadual debaterá
o tema "O Espírito rompe barreiras e faz brotar diversidade e
novidade nas origens do cristianismo". A Arquidiocese de Maria
participará com 20 delegados, representando suas 5 regiões pastorais.
Comunidades cristãs: vida e missão
Este é o tema da X Assembléia Arquidiocesana de
Pastoral, definido na reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral
(CAP), ocorrida no dia 30 de outubro, em Mariana. Os participantes
irão avaliar como a comunidade, a catequese adulta e a liturgia estão
priorizando a vida. Por sua vez, a Missão será vista a partir das
missões populares, da ação transformadora e da dimensão do diálogo.
A assembléia acontecerá de 12 a 14 de dezembro, em Mariana.
Atingidos por barragens
Cerca de 200 famílias ocuparam, desde segunda-feira,
29, o canteiro de obras da Barragem da Fumaça, em Miguel Rodrigues,
municípios de Mariana e Diogo de Vasconcelos (MG). A barragem está
sendo construída pela Alcan - Alumínio do Brasil, de Ouro Preto (MG).
Os atingidos reivindicam revisão da indenização a ser paga pela Alcan.
Como a empresa não foi ao local para negociar,
um grupo de atingidos dirigiu-se a Ouro Preto, na tarde de quarta-feira,
31, e, após manifestação na Praça Tiradentes, caminhou até a portaria
da Alcan. Sendo recebidos pela Equipe de Engenharia da empresa, os
atingidos aceitaram desocupar o canteiro de obras, condição imposta
pela Alcan para dar início às negociações.
Ficou agendada para 1º de novembro, às 14h, uma
primeira reunião entre uma Comissão de 12 membros dos atingidos e
o diretor de Energia da Alcan, Marco Antônio Palmieri, e sua equipe.
Informações sobre as negociações podem ser obtidas
pelo telefone (31) 3881-1019.
Região
Centro
Tendo como tema "Espiritualidade Libertadora e Compromisso com
os Excluídos" e lema "Irmãos, o que devemos fazer?",
a VIII Assembléia de Pastoral da Região Centro foi realizada nos dias
20 e 21 de outubro, em Piranga (MG). Divididos em grupos, os participantes
apontaram os alcances e os desafios da Região, relatando, em seguida,
as experiências do Encontro de CEBs da Micro Centro II, do Congresso
Eucarístico e do Encontro de Leigos.
Elegendo a Dimensão Social como prioridade para
2002, a Região trabalhará a Carta-Compromisso do Fórum Social pela
Vida, dará atenção especial à missão junto aos jovens e às famílias
e aprimorará a articulação das organizações pastorais.
Pascom
A paróquia São Brás, de São Brás do Suaçuí, promoverá
no dia 10 de novembro, curso sobre a Pastoral da Comunicação (Pascom)
com o objetivo de chamar a atenção dos agentes para a importância
da comunicação na evangelização. Os temas serão
apresentados por Águida Assunção e Sá e Sandra Assis Reis, da coordenação
da Pascom da Região Centro. Já estão inscritos 80 participantes.
Atualizada em 1º de novembro de 2001
Pe.
Geraldo Martins Dias
Departamento Arquidiocesano de Comunicação (DACOM)
Aprofundando
a Palavra
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra do dia 2/11, dia de Finados)
O mundo moderno se vangloria da liberdade de expressão e tudo é discutido,
questionado, tratado por todos. No entanto, é um mundo que teme a
morte e que rejeita refletir sobre essa realidade humana que marca
a vida de todos nós. A irmã morte, como Francisco a chamava, interpela-nos
sobre o sentido da vida e do como estamos experimentando nossa passagem
por esse mundo. A morte é como uma professora que nos mostra a cada
dia os acertos e sucessos, mas que convida também a nos corrigir,
a aperfeiçoar relacionamentos.
Quem acredita em Jesus Cristo tem uma grande consolação,
pois sabe que a morte não é o fim último. Ela foi derrotada pela ressurreição
do Senhor. É em Cristo que morremos e é por Ele que ressuscitamos.
Queremos hoje elevar ao Senhor nossa prece por aqueles que conviveram
conosco e nos precederam na vida eterna. Pedimos ao Deus de toda misericórdia
que acolha nossos irmãos falecidos, perdoe suas faltas e lhes recompense
pelo amor que foram capazes de manifestar.
A experiência da morte pode ser comparada à de
um novo nascimento. A morte é um parto doloroso e sofrido, mas é o
que nos conduz para a verdadeira vida junto de Deus. Nosso coração
só descansará no próprio Deus! A ressurreição é o momento em que Deus
toma nossa humanidade e concede-nos a dádiva de sermos eternizados.
A vida eterna será um constante conhecer e amar o Deus que nos criou.
Quem escolhe a Cristo, e permite-se ser escolhido
por Ele, sabe que mesmo entristecidos pela perda de um ente querido,
palpita em nós a certeza de que um dia estaremos todos juntos celebrando
o grande banquete que não terá fim, contemplando a face amoroso de
Deus, convivendo com todos aqueles que em vida amaram o Senhor. Peçamos
a Deus a graça de acreditar sempre mais na ressurreição e na vida
eterna; que toda nossa existência nesse mundo seja encaminhamento
para a grande herança que nos está reservada.
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra do dia 4/11)
"Sede santos como o vosso Pai do céu é santo!" Essa afirmação
de Jesus é um clamor constante em nossa caminhada de fé, mas hoje
reveste-se de uma característica de louvor. É preciso agradecer ao
Senhor porque muitos homens e mulheres ouviram este apelo e se permitiram
santificar, tornando-se assim modelos para a nossa vida de fé. Os
santos são aqueles que souberam manifestar total abertura de coração
para que Deus pudesse agir em suas vidas, transformando o que não
era bom, aperfeiçoando suas qualidades, ensinando-lhes a amar mais
e melhor. Nossa Igreja celebra os santos por acreditar
que aqueles que experimentaram nossa condição humana, até no pecado,
e que foram fiéis aos ensinamentos do Senhor podem nos ajudar no caminho
para a casa do Pai. Só Deus é santo, mas sua santidade é comunicada
aos seus eleitos e amados, ou seja, aos seus filhos e filhas. O Santo
todo-poderoso gera no amor uma multidão de santos, que refletem sua
misericórdia, seu amor, sua compaixão, sua graça, sua fidelidade em
nos salvar. Os santos são espelhos de Deus a refletir a face terna
da Santíssima Trindade.
Nosso destino último é a morada eterna junto com
os santos. Para tal só há um caminho: vivenciar como eles os valores
deixados por Cristo para a comunidade. De um lado, devemos nos esforçar
ao máximo, por outro deixemo-nos repousar amavelmente nas mãos do
Senhor. É Ele quem guia seus santos. E guia-os por estradas nem sempre
fáceis. Os nossos grandes santos surgiram em momentos muito delicados
da história humana e da Igreja. São respostas de Deus aos desafios
da vida. Sendo assim, os santos são sempre atuais. Não basta buscar
modelos no passado, é imprescindível descobrir como ser santo em nosso
presente.
As bem-aventuranças são itinerário certeiro rumo
à santidade. Longe de ser um discurso de acomodação, é um clamor à
vivência das verdades cristãs: pobreza evangélica; aflição diante
do mal que nos rodeia; mansidão; justiça; misericórdia; pureza de
coração; promoção da paz; martírio. O mundo não recompensa aqueles
que vivem tais valores, mas Deus lhes concederá a vida eterna, a suprema
felicidade. Que os santos de ontem e de hoje nos ajudem na busca da
santificação. Que o Deus nos cumule com seus dons e faça de seu povo
uma nação santa e fiel na vivência do Evangelho.
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra do dia 11/11)
A fé na
ressurreição ainda hoje causa uma série de dúvidas. As coisas de Deus
são sempre um convite à participação e não mera explicação ou discurso.
Quem ressuscitou já sabe o quanto Deus será generoso conosco. Na história
de Israel a crença na ressurreição dos mortos foi crescendo num processo
lento, num aprendizado vagoroso. Na época de Jesus existiam grupos
que acreditavam e até pregavam sobre a ressurreição, mas também existia
o grupo daqueles que não partilhavam dessa doutrina.
Quem eram os saduceus? Um grupo político-religioso
composto pelos ricos, colaborador do governo romano, malvistos pelo
povo, oponentes dos fariseus e, religiosamente, tradicionalistas.
Acreditavam que o importante era viver o presente e suas riquezas,
não necessitavam de um paraíso futuro. No encontro com Jesus, os saduceus
desejam colocá-lo em dificuldade e contam a história de uma mulher
casada sete vezes e perguntam: "De quem será ela esposa, na eternidade?"
A reposta de Jesus motiva a compreensão de que a ressurreição supera
nossas ilusórias definições. A ressurreição é a graça da vida eternizada.
Quem morre experimenta um encontro com Deus e recebe dele a plenificação
da existência. Nossa vida com Deus no céu será uma eterna contemplação
de sua pessoa e seu amor. O Reino dos Céus não é reprodução desse
nosso mundo, é infinitamente superior em qualidade e novidade. "Os
olhos jamais contemplaram o que Deus tem preparado para aqueles que
em vida o amarem." Qualquer palavra nossa sobre como é o céu
será sempre vazia, limitada, frágil.
O mistério da morte e ressurreição de Jesus nos
ajuda a compreender o que nos aguarda. Acreditamos em ressurreição,
vida nova plenificada e não em reencarnação. A reencarnação é uma
compreensão espírita da morte que ilude as pessoas e propõe interpretações
contrárias à fé cristã. A reencarnação nega o perdão dos pecados,
pois a pessoa paga incessantemente pelos erros cometidos no passado;
nega a liberdade e a unicidade da pessoa, perde-se a identidade, pois
quem é fulano hoje já foi beltrano no passado e cicrano anteriormente;
nega a verdade do amor de Deus para conosco e vê o mundo como um círculo
fechado, um eterno retorno de erros, castigos, aflições. A ressurreição
oferecida por Cristo é realização da glória de Deus que é o homem
vivo; é a visão de Deus que traz imortalidade ao nosso corpo mortal.
Cristão verdadeiro jamais acredita em reencarnação, pois sabe que
sua vida nasce da morte e ressurreição de Jesus.
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra do dia 18/11)
Os primeiros cristãos viviam na ânsia do retorno do Messias. Acolhiam
as palavras do Evangelho e se perguntavam sobre o momento final da
história. Se no domingo passado refletíamos sobre a ressurreição,
podemos hoje pensar sobre o Reino de Deus. Anunciado e pregado por
Cristo, com palavras e ações, esse Reino é experiência viva e marcante.
Já está aqui, mas de forma ainda incompleta. Sua plena realização
só se dará no final dos tempos. O Reino não é algo que se espera para
o futuro, mas é realidade que pode ser percebida no hoje de nossa
fé.
Muitos esperavam que Jesus fosse reinar segundo
os padrões humanos, mas seu jeito de agir é diferente, baseia-se na
humildade. Seu Reino será sempre o lugar das grandes realizações do
Evangelho. Será também um modo de responsabilidade para os homens,
pois o seu Reino não isenta a humanidade de assumir compromissos coadunantes
com a nova vida. O Reino foi inaugurado por Jesus, compete à Igreja
e a todos os homens dar prosseguimento na construção da casa de Deus
em nosso meio.
Ainda hoje, muitos se perturbam com a possibilidade
do fim do mundo. Teme-se uma série de catástrofes. O "fim do
mundo" apresentado por Jesus é o fim do pecado, da injustiça,
da maldade, da corrupção. Esse mundo ninguém deseja e sabe o quanto
ele nos faz sofrer. Esse mundo precisa acabar; mas nele existem as
sementes do novo mundo que foram plantadas pela cruz e ressurreição
de Jesus. O mundo novo, desejado pelo Pai, se constrói lentamente,
valorizando os pequenos atos, assumindo a vida de comunidade, vivendo
o amor à palavra de Deus, comprometendo-se na defesa dos irmãos, conscientizando-se
acerca da importância do humano.
Há muito chão para andarmos antes que cheguemos
ao final do mundo. Quando o Reino de Jesus já estiver sendo suficientemente
vivido, aí sim é que seremos todos resgatados no grande Reino dos
céus, totalmente realizado. O mundo velho não terá mais sentido, somente
o mundo novo, novos céus e nova terra, importará. Nossas lutas no
mundo antigo continuam, mas devemos permanecer firmes, olhos fixos
no Reino definitivo, onde ganharemos a vida.
Pe.
José Raimundo RodriguesBarbacena