Festa
de N. S. Aparecida
O Brasil celebra, no dia 12, a festa de sua padroeira
Nossa Senhora Aparecida. Momento forte de testemunho da fé, serão
milhares de fiéis visitando o Santuário de Nossa Senhora Aparecida,
em Aparecida do Norte.
Na Arquidiocese de Mariana, inúmeras comunidades
prestam homenagens à Virgem Maria. Só na Região Leste, por exemplo,
há 71 comunidades dedicadas à proteção de Nossa Senhora Aparecida.
Pastoral da Criança
Com o objetivo de acertar os últimos
detalhes de sua Assembléia Arquidiocesana, a Coordenação da Pastoral
da Criança e do Menor estará reunida, neste sábado, dia 13, em Ponte
Nova. Presente em todas as regiões da Arquidiocese, a Pastoral da
Criança e do Menor tem uma coordenação composta por um padre e um
leigo de cada região. Suas reuniões acontecem a cada dois meses e
são orientadas pelos coordenadores diocesanos, padre Alec e irmã Icó.
Marcada para os dias 26 a 28 de outubro, a assembléia
da pastoral discutirá a melhor forma de envolver a comunidade nos
trabalhos com as crianças e adolescente. Deverá reunir cerca de 60
agentes, neste período, em Congonhas e tomará decisões para os próximos
dois anos a partir do tema: "Comunidade - base de organização
e defesa da vida".
Semana de Liturgia
De 15 a 19 de outubro, na Pontifícia Faculdade
de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, será realizada
a 15ª Semana Liturgia. Membros da equipe de liturgia da paróquia São
Pedro, de Ponte Nova, participarão desta semana representando a Região
Leste, da Arquidiocese de Mariana.
Semana de Catequese
Termina, amanhã, em Iataici, SP, a
2ª Semana Brasileira de Catequese que se iniciou no dia 8. O tema
refletido foi: "Com adultos, catequese adulta". O encerramento
está previsto para as 11:30, com a celebração eucarística. Antes,
padre Wolfgang Gruen fará a conferência "Atos dos Apóstolos –
Atos dos Catequistas". Da Arquidiocese de Mariana, participa
o padre Valter Monteiro da Paixão, da paróquia Santa Rita de Cássia,
de Sericita. De acordo com o coordenador diocesano de catequese, padre
João Batista Barbosa, da paróquia Nossa Senhora da Luz, de Conselheiro
Lafaiete, a Semana Brasileira de Catequese foi vivida, na Arquidiocese,
através de um tríduo preparado pela coordenação e enviado às paróquias.
Novena de Natal
"Ele está entre nós". Este
é o tema da Novena de Natal 2001 da Arquidiocese de Mariana. "Natal
lembra presépio, quando o Filho de Deus nasce na pobreza. Prepara-nos
para a vinda gloriosa do vencedor do pecado e da morte", lembra
dom Luciano na apresentação da novena.
A partir do dia 17, as paróquias da Arquidiocese
estarão recebendo um exemplar para apreciação e pedidos à Editora
Dom Viçoso.
DNJ
"Dom de Deus, direito da juventude".
Com este tema a Pastoral da Juventude do Brasil celebrará, no dia
28, o Dia Nacional da Juventude. Na Arquidiocese de Mariana, excepcionalmente,
o DNJ será celebrado por paróquias ou foranias e não com concentração
diocesana da juventude como vinha ocorrendo anteriormente.
Atualizada
em 11/10/2001, quinta-feira
Pe. Geraldo Martins Dias
Departamento Arquidiocesano de Comunicação
Aprofundando
a Palavra
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra, dia 12/10/2001, N. Sra. Aparecida)
"Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem
Imaculada, a Senhora Aparecida!" Celebrada em todos os cantos
do país como nossa padroeira e venerada como nossa admirável intercessora,
a Virgem de Aparecida convoca a Igreja para realizar tudo aquilo que
seu Filho nos disser. A ternura de Deus nos surpreende! Além de ter
nos oferecido a sua própria mãe como auxílio e companheira, no ano
de 1717 no-la apresenta com o rosto de nossa terra, com a face dos
excluídos e sofredores. Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a prova
viva do amor do Senhor por nós.
Muito mais que pedir coisas materiais à Padroeira
do Brasil, deveríamos é aprender com ela a rezar e vivenciar o plano
de Deus. Maria é o espelho para nossa Igreja. Contemplando-a descobrimos
que como Igreja precisamos estar em profunda sintonia com o Criador
e, ao mesmo tempo, atentos às necessidades dos irmãos. Como nas Bodas
de Caná, nossa prece a exemplo de Maria, precisa levar a compromissos
na busca da felicidade de todos. Somente agindo assim é que a festa
iniciada por Cristo jamais sucumbirá. Aquela que venceu as forças
do mal é nossa advogada e defensora e sob a sua guarda sentimo-nos
protegidos pelo próprio Deus. Cheia do Espírito, ela nos revela o
caminho do abandono de todo sonho pessoal para se sonhar com o Filho
a redenção do gênero humano.
Agradeçamos ao Senhor pelas graças que temos alcançado
pela intercessão maternal da Senhora de Aparecida e pelas suas mãos
consagremos nossa vida no anúncio do Evangelho. Cubra-nos com teu
manto cor de anil e faça de cada cristão um novo teu filho que se
doe por amor e para a salvação dos irmãos. Livra-nos de toda a injustiça
e torna o nosso país uma casa de Deus onde reine a fraternidade, a
solidariedade, a busca do bem comum. Ó Mãe, encha nossas talhas da
água pura que é o próprio Cristo e dá-nos a alegria de experimentar
o vinho novo da salvação que se prolonga na história dos pequenos
e oprimidos.
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra, dia 14/10/2001)
Todos sabemos o quanto os leprosos eram excluídos na época de Jesus.
Eram considerados pessoas amaldiçoadas por Deus e, por isso, deveriam
se afastar do convívio social. Os dez leprosos de hoje ultrapassam
o mero sentido da doença para serem símbolo de toda a humanidade.
Eles representam a condição humana manchada pelo pecado. A lepra é
o grande mal que acometeu o homem. Em grupo, ou seja, em comunidade
é que se deve buscar a salvação. O pedido dos leprosos, embora seja
de cura física, parece-se com um ato penitencial: "Jesus, Mestre,
tem compaixão de nós!" É a história da humanidade que procura
o Salvador.
Jesus os envia aos sacerdotes. Era comum que um
leproso quando curado se apresentasse ao sacerdote para ser readmitido
na comunidade. Lucas quer sugerir que a ida dos leprosos até aos sacerdotes
é uma caminhada de missionários. No "caminho" são curados.
Compreenda-se: na vida da comunidade cristã é que a pessoa encontra
a salvação. Caminho era o nome dado ao grupo cristão no início do
cristianismo. O que se espera é que os curados no "caminho"
anunciem a experiência de salvação ao grupo fechado na observância
da lei e na prática formal da religião (os sacerdotes).
Mas, e o ex-leproso samaritano; por que voltou?
Voltou porquê sendo samaritano não necessitava seguir o rigorismo
da religião oficial. Voltou porquê é símbolo das comunidades pagãs
que logo aderiram à mensagem do Evangelho e não ficaram presas ao
legalismo do judaísmo. Voltou porquê reconhece que em Jesus está a
salvação e, por isso, dá graças ao Pai. Jesus elogia sua atitude não
apenas enquanto gesto de gratidão, mas como adesão à verdadeira fé.
A palavra final para o samaritano é: "Levanta-te
e vai! Tua fé te salvou". O samaritano é enviado como missionário,
pois tem fé e experimentou a ação salvífica de Deus em sua história
e pessoa. Só pode evangelizar quem experimenta Cristo, sente-se membro
da comunidade, tem coragem de romper com todo tradicionalismo e sabe
anunciar a novidade do Reino.
(Subsídio
para a Liturgia da Palavra, dia 21/10/2001)
A oração cristã é marcada pelo encontro da pessoa com Deus, num diálogo
sincero, aberto e gratuito. Orar é mais que falar para Deus, é também
ouvir o que Ele tem a nos dizer. É desse encontro da alma com o Criador
que nasce o louvor, a ação de graças, a meditação, a contemplação,
a intercessão, a súplica. A oração eleva o ser humano à condição de
interlocutor divino. Oração é ato de confiança e espera na misericórdia
de Deus.
A parábola do juiz iníquo e da viúva persistente
mostra o valor e o sentido da oração. Quem nunca experimentou a sensação
de que Deus se fez surdo às suas orações? E quem não viveu o júbilo
de alcançar uma graça depois de uma longa espera? A morosidade de
Deus não pode ser confundida com negação, é, na maioria das vezes,
uma forma de valorizar o dom pedido. De nossa parte cabe sempre a
insistência, a perseverança. Deus escuta nossos rogos, não podemos
desanimar. Já Santo Agostinho, grande mestre de
oração, nos dá uma explicação complementar para o "porque pedimos
e não somos atendidos":a) pedimos e somos maus: o que
objeto pedido na oração é bom e salutar, mas no fundo nosso coração
continua mau, fechado à graça de Deus, insensível aos apelos de conversão;b)
pedimos coisas más: vez por outra, arriscamos pedir a Deus
coisas que não são boas em sua essência ou cuja posse não contribuirá
para nossa salvação;c) pedimos de forma incorreta: costumamos
rezar de maneira errada, muitas vezes ditando para Deus a forma como
deve agir, sem abertura para o que Ele pode nos propor, erramos na
forma de pedir.
Nos três casos, acima citados, o Senhor não nos
atende justamente por desejar nossa salvação e nossa felicidade. Diante
disso, devemos saber pedir o bem e conformar nosso coração com o Sumo-bem
que é Deus; devemos pedir somente coisas boas, tanto aos nossos olhos
como aos olhos de Pai; devemos pedir de maneira correta, atentos ao
cumprimento da vontade de Deus em nossa vida.
Pe.
José Raimundo RodriguesBarbacena