HISTÓRICO
ORGANIZAÇÃO
DOM GERALDO
TRIBUNAL ECLESIÁSTICO
SEMINÁRIO
MUSEU
ÓRGÃO DA SÉ
PJ MARIANA
RÁDIOS
FOLHINHA DE MARIANA
GRÁFICA DOM VIÇOSO
 
Regiões
Arquidiocesanas
 

Centro
 

Norte
 

Leste
 

Oeste
 

Sul
 
 

VOCÊ É O NOSSO
VISITANTE Nº:

 

 
 
A ASCENSÃO DE CRISTO


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*

    A solenidade da Ascenção de Cristo ao céu tem um forte paralelismo com o dia do Natal, é um mistério que confirma a fé e a esperança e patenteia também que, Jesus regressando à Casa do Pai, não abandona os seus nesta terra. Ele merece, portanto, efusivas homenagens nesta comemoração. O Natal deu à terra o Salvador; a Ascensão O leva para o céu.
    O Natal mostrou a humildade profunda do Filho de Deus; a Ascensão confirma sua divindade e o esplendor de sua vitória sobre o pecado e a morte. O Natal no-lo apresentou saindo de um seio virginal; a Ascensão no-lo apresenta assentado no trono mesmo de seu infinito poder. No Natal ele desceu para salvar a humanidade; na Ascensão ele sobe para interceder por todos os homens. No Natal ele foi enviado pelo Pai; no dia da Ascensão com seu corpo glorioso foi recebido pelo Pai. Na terra Ele nunca esteve separado do Pai e havia dito a Filipe: “Felipe, quem me vê, vê o Pai” (Jo 12,45); indo para o céu ele não abandonou a terra, pois proclamara "eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28,20) e ficou na Eucaristia.
    Ele volta visivelmente aos olhos dos Apóstolos para melhor mostrar que ele havia descido a este mundo, verdade atestado por João: "Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu" (Jo 3,13). Adite-se que no Natal o vemos envolto em abatimentos numa manjedoura; hoje fulgura os esplendores de sua divindade para que todos O proclamem verdadeiro Deus. O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que “a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus (Atos 1,3).
    Após esta quarentena “elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos” (Atos 1,9). Aqui outro paralelismo, agora com o Calvário, pois na Cruz Ele foi erguido com grande ignomínia; hoje com seu poder ele mesmo se ergue com grande glória. Trata-se inclusive da máxima exaltação do ser humano, dado que nossa humanidade da qual o Filho de Deus se revestiu faz sua entrada triunfante no céu.
    A mansão da ventura perene é aberta aos homens. No Sacramento de seu Amor ele permaneceu, porém, nesta terra concidadão de todas as gerações cristãs, habitando junto daqueles que Ele havia resgatado. O cristão que é outro Cristo percebe, além do mais, Sua presença seja onde estiver. Jesus está a seu lado e o consola na doença, o ampara nos perigos, o sustenta nas aflições, o apóia nos trabalhos. Ele perscruta os corações retos e os enche de inefáveis alegrias. Eis por que o dia da Ascensão é um dia de júbilo, tanto mais que Cristo foi para preparar um lugar para todos os que lhe forem fiéis nesta terra. Além disto, a Ascensão marca a aceitação por parte do Pai de toda obra reparadora do Salvador.
    Esta solenidade torna, outrossim, ainda mais presente o pensamento do céu. Muitas vezes se tem da vida eterna uma visão distorcida, pois muitos julgam que a vida na Casa do Pai é um suplemento da existência terrestre. Ela seria como que um apêndice de um livro escrito aqui na terra. Ledo engano! É exatamente o contrário. A trajetória terrena não é mais do que um simples prefácio da história de cada um. O texto da mesma não terá fim, pois se trata da eternidade feliz junto de Deus. A vida terrena não é senão um túnel, estreito, obscuro, mas que conduz a uma paisagem magnífica, deslumbrante. Atestou São Paulo: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8,18).
    Esta expectativa transforma a vida do cristão, que, desde já, ultrapassa as barreiras deste mundo e penetra pelo desejo e pelas boas obras no reino onde está a verdadeira beatitude. A todas estas reflexões se acrescente que Jesus foi para o céu também para enviar o Espírito Consolador. Suas palavras foram claras: “Recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas em Jerusalém em toda a Judéia e na Samaria e até os confins da terra”. E
    is aí a grande missão de seus seguidores: serem sempre os arautos do Evangelho, para que numerosos sejam aqueles que um dia estarão com Cristo por toda a eternidade, usufruindo plenamente os dons de sua Redenção. Ele a todos aguarda na Jerusalém celeste!
                                  

* Professor no Seminário de Mariana - MG

<- Volta a página principal ->


 

 

 

 

 
DACOM - Departamento Arquidiocesano de Comunicação - Rua Dom Silvério, 51 - Centro - Mariana/MG
Cep:35420-000 - Tel: (31) 3557-3167 Cel: (31) 8663-8315 - dacom@uai.com.br / jornalpastoral@yahoo.com.br