A IMPORTÂNCIA DO PAPA
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Um
dos grandes pilares da Igreja católica, fator importante
de sua admirável unidade, é o Papa. O sucessor de
Pedro, Pastor desvelado, conduz a grei de Cristo, impedindo que
as forças malignas triunfem, não obstante as mais
graves e sérias crises através dos tempos. Numa
das encruzilhadas da História, João XXIII convocou
oportunamente o Concílio Vaticano II e forneceu à
Igreja uma bússola segura numa época de turbulências.
Este Concílio foi um testemunho a mais da valia do Papa
para que a Instituição estabelecida por Cristo não
fosse tragada no torvelinho de erros que marcaram o final do século
XX. Rejuvenescida a Igreja penetrou no novo milênio firme
nas orientações de Paulo VI e no gloriosíssimo
pontificado de João Paulo II.
Em nossos dias Bento XVI, cuja cultura vem deslumbrando o mundo,
vai contornando todos os problemas, firme nos princípios
eternos que sustentam a vida eclesial. Ainda agora a Editora Vozes
acaba de lançar o livro Mistagogias de Bento XVI sobre
a Igreja,da autoria do D. Frei Kloppenburg. Este articulista foi
mimoseado com um exemplar enviado pelo Coronel Tancredo Bruno
Porto, do Rio de Janeiro e o recomenda aos prezados leitores.
Mistagogia é um gênero literário do início
do cristianismo e que equivale ao termo catequese de nossos dias.
Pois bem, entre as instruções do atual Papa estão
várias sobre Pedro e seus sucessores.
Lembra Bento XVI que após Jesus, Pedro é o mais
conhecido citado 154 vezes no Novo Testamento. Salienta ainda
aquele episódio quando Cristo foi cercado de uma grande
multidão que estava na margem do Lago de Genezaré.
Ele subiu à barca de Simão para dela poder doutrinar
os ouvintes (Lc 5,1-3). Diz Bento XVI: "desse modo, a barca
de Pedro converte-se na cátedra de Jesus". Seguiu-se
depois a pesca milagrosa, outro fato também muitíssimo
significativo, tanto mais que Pedro ficara tão impressionado
que pediu a Cristo: "Afasta-te de mim, Senhor, que sou um
homem pecador" (Lc5,8). A resposta de Jesus foi clara:
"Não
temas. Desde agora serás pescador de homens" (Lc 5,10).
Iniciava-se a grande aventura do primeiro papa que, como primeiro
papa, viria mais tarde a ser martirizado em Roma. Recorda ainda
Bento XVI o acontecimento de Cesaréia de Felipe, quando
à indagação do Mestre sobre que diziam os
homens ser ele e Pedro deu a bela resposta: "Tu és
o Messias, o Filho de Deus vivo". Cristo então lhe
promete o primado: "Tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18).
Mais tarde, Jesus, após sua ressurreição,
nas margens do Lago de Tiberíades confia a Pedro sua missão
sublime, depois de lhe tomar um tríplice ato de amor: "Apascenta
meus cordeiros ... apascenta minhas ovelhas" (Jo 21, 15-19).
Trata-se da universalidade do rebanho, sem exceção
alguma. Pedro foi, de fato, constituído chefe supremo da
Igreja e sua tarefa seria apascentar, ou seja, governar, Ele e
seus sucessores seriam, realmente, "fundamento da Igreja
de Cristo". Concluindo suas reflexões sobre o pape
importantíssimo de Pedro, Bento XVI então suplica
a todos os cristãos: "Rezemos para que o Primado de
Pedro, confiado a pobres seres humanos, seja sempre exercido neste
sentido original desejado pelo Senhor e para que o possam reconhecer
cada vez mais em seu significado verdadeiro os irmãos que
ainda não estão em comunhão conosco".
Eis aí, aliás, um dever elementar do batizado: rezar
sempre pelo papa.
Quando Pedro estava preso em Jerusalém a comunidade orou
e veio um anjo e o libertou. (Atos 12,5 - 11), Além disto,
na medida das possibilidades de cada um, generosa deve ser a contribuição
para o Óbolo de São Pedro neste dia do Papa. Colaborar
com o Óbolo de São Pedro é participar da
caridade do Papa para com os mais pobres da terra. Foi desta ajuda,
que Bento XVI fez uma valiosa doação, quando visitou
a Fazenda Esperança, em Guaratinguetá, onde se trabalha
pela recuperação de drogados, salvando vidas. Tal
oferta foi resultado das doações dos católicos.
*
Professor no Seminário de Mariana - MG
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