Departamento Arquidiocesano de Comunicação da Arquidicoese de Mariana


 Histórico
 Organização
 Dom Luciano
 Tribunal Eclesiático
 Seminário
 Museu
 Catequese

 

Regiões
Arquidiocesanas

Saiba mais sobre a região centro!Centro
Saiba mais sobre a região leste!Leste
Saiba mais sobre a região norte! Norte
Saiba mais sobre a região oeste! Oeste
Saiba mais sobre a região sul! Sul

Mande notícias
Clique aqui. . .


MATRIMONIO CRISTÃO

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*


    Há passagens do Evangelho que cumpre sejam, de fato, sempre focalizadas para firmar os princípios que devem reger a vida do batizado. Assim o que está registrado nos evangelhos de São Marcos e de São Mateus sobre a indissolubilidade do casamento.(Mc 10 1-10; Mt 10,1-9). Jesus expôs claramente aos fariseus a nova lei do matrimônio e, depois, em casa, firmou seu ensinamento aos discípulos: “Todo o que repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra ela; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério”.
    A estabilidade matrimonial é um valor que interessa profundamente a vida humana. O que está em jogo é uma concepção autêntica do amor, da família, da fidelidade contra um amor livre e periférico, no qual o menor cansaço ou dificuldade justificariam outras aventuras amorosas. É lógico que o contexto permissivo de hoje não é nada favorável ao ideal estabelecido pelo Filho de Deus, Ocorre, erroneamente, o afrouxamento das restrições das normas prescritivas de comportamentos relativos às relações sexuais, familiares ou profissionais, à moda, aos espetáculos, às atitudes em público.
    Tudo conspirando contra o cumprimento das promessas feitas um dia perante Deus ao se receber o santo sacramento do matrimônio. As conseqüências do divórcio são deploráveis e coloca em risco a seriedade e a estabilidade que o matrimônio deve ter como condição mínima para a felicidade dos cônjuges e a educação dos filhos.
    A harmonia familiar é condição essencial para que se formem aqueles aos quais a Pátria possa confiar suas bandeiras e a Igreja seus altares. É preciso, portanto, uma preparação séria dos cristãos para que aspirem a viver por convicção o que Deus estabeleceu. Haja continuamente um compromisso sincero a ostentar o luminoso testemunho da beleza do amor abençoado por Cristo. O divórcio deve ser considerado como um fracasso e um testemunho de infidelidade. Almas nobres não fazem nunca pactos efêmeros!
    Lá, porém, onde existe o perdão cordial, a abertura contínua para a reconciliação, a percepção inteligente dos sacrifícios a favor dos filhos, tudo é possível acontecer de bom dentro de um lar no qual se vivem, deste modo, as virtudes cristãs. Os meios de comunicação social, contudo, pregam abertamente o descompromisso e são causa da desestruturação familiar. O amor conjugal é apresentado como um objeto que se abandona quando aparece um novo modelo no mercado.
    No entanto a conjugalidade constitui um convite ao definitivo, à permanência fiel, à união mais profunda entre duas pessoas que têm discernimento e juízo, à encarnação da dileção autêntica para com a prole, dom sagrado do céu. Cumpre se lute para que haja uma vida compartilhada em sua totalidade sob o olhar da fé na caminhada para uma ventura perpétua na Casa do Pai. Projeto admirável e, muitas vezes, se esquece que o esposo é responsável pela salvação eterna de sua consorte e vice-versa. Isto exige, muitas vezes, atitudes heróicas, mas com a graça divina todos os óbices podem ser vencidos.
    Tal mundividência, porém, só é possível numa perspectiva de intensa religiosidade, ainda que o clima psicológico de um mundo afastado de Deus não concorra para a paz dentro do lar. Em compensação aqueles que não se subtraem à cruz de cada dia, por vezes, pesada, conseguem superar todas as dificuldades. É necessário que os esposos tenham, persistentemente, a consciência de que não se bastam a si mesmos, mas necessitam do auxílio de Deus. Este é obtido na prece. Como bem diz um belíssimo slogan que não pode perder sua força: “Família que reza unida, permanece unida”!
    A freqüência aos sacramentos, fontes das graças que jorram das chagas de Cristo, a participação semanal nas Missas dominicais, o cultivo da serenidade interior, são meios para que o Maligno não corrompa a pulcritude do amor que um dia levou jovens idealistas até o Altar do Senhor. É a graça divina que liberta, cura e restaura. Ela transforma e eleva a dileção dos esposos acima de suas limitações, de suas fraquezas. Metamorfoseia o amor e, deste modo, como Cristo se sacrificou pela sua Igreja, sua esposa mística, o marido se imola pela sua mulher. Do mesmo modo como a Igreja há mais de vinte séculos canta as glórias do Redentor, a mulher fiel é a honra de seu marido! Eis porque São Paulo assegurar: “Este mistério é grande em Cristo e na Igreja” (Ef 5,32).


* Professor no Seminário de Mariana - MG

<---- Volta a página principal ----->


Volta a página
<- Principal ->

Veja
os artigos
anteriores