BALANÇO
DE FIM DE ANO E PERSPECTIVAS PARA 2006
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Com
o término de mais um ano é de bom alvitre dar uma
repensada no que ocorreu nestes 365 dias no Brasil.
Com
tantas Comissões Parlamentares de Inquérito e a
pizza distribuída fartamente, com os deputados federais
ganhando uma fortuna no fim do ano sem trabalhar, com a corrupção
campeando no mundo político, o momento atual deste período
republicano é simplesmente alarmante. Exemplo diuturno
que fustiga, como azorrague, a sociedade, como um todo, é
também o desemprego e a crescente falta de perspectiva
para quem quer se iniciar profissionalmente na vida.
A queda do poder de compra dos brasileiros, num universo de análise,
é flagrante e asfixia, sobretudo, famílias de baixa
renda. A inflação está controlada, mas a
espiral descendente, tipo rosca-sem-fim, em termos de qualidade
de vida, vai levando muita gente de roldão. As favelas
desceram o morro e já estão no asfalto, e os programas
assistenciais do governo, em todas as esferas, não têm
como dar resultado. O ‘Fome Zero’ não passa de uma utopia.
Educação e saúde apresentam um quadro assustador.
As estradas estão em petição de miséria.
Cumpre,
é certo, não ser pessimista, mas é preciso
ser realista e não ir na onda da propaganda oficial.
2006 deve ser encarado com otimismo.
O
espírito cívico quando retamente cultivado oferece
meios para o harmônico desenvolvimento da comunidade política
global.
Como
o civismo requer uma orientação apropriada é
preciso que, num ano de eleição, cada cidadão
tenha plena consciência de sua missão.
Vão surgir vários candidatos e cumpre um exame sério
de todas as propostas e das garantias que hão de dar para
novos rumos para a bem da pátria bem amada.
Todos mobilizados em torno de um porvir melhor! É necessário,
de fato, a coesão interna de toda a nação
para atingir os grandes propósitos para uma vida individual
e coletiva à altura de seres humanos.
Todos
os eleitores deverão contribuir para que não se
repitam no Ano Novo erros passados.
A
coesão de todos é indispensável para a defesa
dos direitos inalienáveis que estão sendo conspurcados
pela ganância, por uma globalização bárbara,
que aumenta cada vez mais a concentração ignominiosa
da renda nas mãos de uns poucos, pela corrupção
que está maculando a vida nacional.
É mister um verdadeiro mutirão cívico, o
que é um dever elementar de todo cidadão que não
pode se omitir sob pena de estar compactuando com as calamidades
sociais que afligem milhões de patrícios.
Da ação cívica de cada um depende o futuro
que se deve construir para que as vindouras gerações
encontrem uma pátria que seja de todos, construída
por todos para o bem de todos.
Entremos
no Ano Novo com renovas expectativas de que é possível
a construção de uma sociedade na qual as misérias
que nos afligem atualmente possam ser definitivamente varridas.
A
esperança não pode nunca morrer!
2006
há de ser um ano venturoso para todos!
*
Professor no Seminário de Mariana - MG
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